20 de março de 2015

Resenha - Lembre-se de mim


Sinopse: O coração de Clay LeGrand se despedaçou no dia em que Francesca, sua esposa, desapareceu sem deixar pistas. Ela tinha fugido? Teria sido seqüestrada? Ou o abandonara por um amante? Milhares de perguntas surgiram em sua cabeça. Após dois anos de dúvidas e incertezas, Francesca reaparece tão misteriosamente quanto sumiu. E não consegue se lembrar de nada. O olhar de Clay revela todos os seus sentimentos: choque, ultraje e fúria. Ele custa a acreditar que ela tenha se esquecido de tudo que aconteceu nos últimos dois anos. Ainda mais quando vê a estranha tatuagem em seu pescoço e as marcas de agulha no braço. O que restou de seu casamento tornou-se um círculo infinito de perguntas sem respostas e buracos negros na memória. Dúvidas que, talvez, nunca sejam esclarecidas. Mas as respostas estão lá, esperando nas sombras, tão cruel quanto o intruso que marcou Francesca como se fosse sua. E, desta vez, ele planeja levá-la embora para sempre. Mesmo que tenha de enfrentar a força vital mais indomável de todas - o amor de Clay LeGrand por sua esposa.

Fonte: www.estantevirtual.com.br



Eis aqui um livro “old but gold”. Esse livro é de 2006 e, sinceramente, não me lembro quando foi que o li pela primeira vez, mas achei válido lê-lo novamente para deixar aqui para vocês a minhas impressões a respeito dessa história.

Minha Análise


Eu adoro livros de mistério. Não mais que romances, mas com certeza um bom livro de mistério me deixa quase tão feliz quanto um bom livro de romance, rsrs. Nesse enredo em específico, acho interessante o fato de o mistério não ser o de descobrir quem é o culpado do rapto da personagem principal (uma vez que a narração alterna entre os mocinhos e os bandidos, deixando claro logo no início a identidade do culpado), mas sim o de entender como o tal rapto aconteceu. Achei muito inteligente da parte da autora fazer com que a trama fluísse de acordo com o progresso da volta da memória da personagem principal, fazendo com que a história ganhasse nova perspectiva toda vez que a personagem se lembrava de alguma coisa. Isso produz expectativa, fazendo o leitor ficar cada vez mais curioso sobre o que a moça descobrirá em seguida e em que as lembranças alterarão o rumo da história.

Os personagens que mais me causaram indignação nesse livro não foram os bandidos, mas sim os policiais encarregados de solucionar o caso do rapto de Francesca. Causaram-me indignação e frustração, porque retratam uma triste realidade que vivemos. Somos preconceituosos e, tal qual os policiais acreditavam firmemente que Clay era assassino, nós frequentemente assumimos nossos preconceitos como verdade absoluta e acabamos por julgar mal as pessoas, sem lhes dar o benefício da dúvida. Achei simplesmente genial o modo como a autora captou essa situação de realidade e a colocou na história, deixando-a ainda mais emocionante.


Uma coisa que percebi ao reler essa história é que eu não sou muito fã de livros que põem muita ênfase na rotina dos personagens, como é o caso desse livro. Essa história é um prato cheio de detalhes rotineiros e, embora eu entenda a intenção da autora ao mostrar como a vida do casal foi alterada pelas circunstâncias, eu não sou simpatizante da ideia de encher a trama com tantos detalhes insignificantes. Para mim, dão a impressão que faltou assunto e a rotina ficou ali para preencher certa falta de criatividade. Não me entenda mal, o livro é ótimo, mas sinceramente não gostei de ter que ler tantas páginas sem conteúdo significativo para o desfecho da história.


Apesar disso, gostei muito desse livro. É o tipo de trama que te faz querer ler e não parar mais pra saber onde é que tudo aquilo vai dar, pra saber se os mocinhos vão conseguir superar as reviravoltas em suas vidas e se eles vão finalmente encontrar seu final feliz.

Você já leu esse livro? Concorda comigo? Me conte nos comentários!

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